quinta-feira, 26 de julho de 2012
sábado, 21 de julho de 2012
Sonho 1
Eu estava à beira de um abismo. No topo do morro, pra ser honesta. Fazendo o quê? I don't know. Policiais. Não tentei subornar. Me pediram 20 prata. Tinha acabado de gastar não me lembro com o quê. Queriam meu corpo. "Sou lésbica, amo minha namorada!". Né mãe? "Não me olha assim, é mentira! Depois te explico mas preciso escapar dessa!" Eu disse com os olhos. Alguns homens me dão nojo. Não tenho escolha. Alguns gostam, acaba sendo pior. E eu caí. Minha mãe gritou. Me segurei em algo que parecia de concreto. Não resistiu por muito tempo e fui abismo abaixo. Mas... oh, wait! Estou dentro de um shopping? Acabo de ver um menino asiático. Não sou fã de crianças. Ele tem um cabelo lindo e parece perdido. "Quer ajuda, amorzinho?" - "Me perdi da minha mamãe". Ele saiu correndo, me chamava. Me chamava pra diversão que eu não tinha há muito tempo. Brincamos e corremos como se só existíssemos nós. Me lembro das escadas rolantes. As desci sorrindo com aquele menino gracioso. Já estava apegada a ele em poucas horas quando de repente... "Ah, meu filhinho!". Ela era loira, cabelos ondulados, bem arrumada, aparentemente bem resolvida. "Ele é muito autoritário, não é?" - "Ah.. é. É sim". Mentira! Era uma criança adorável. E como eu disse, não sou fã de crianças. Não discordaria da mamãe, jamais. Fui embora. Saí pela porta da frente e lá estava eu. No topo do morro outra vez. Fazendo o quê? Sei lá! Só sei que voltei à minha mísera vida novamente.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
sexta-feira, 13 de julho de 2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Ceticismo
Ah, dizem por aí que quem perde um amigo perde um tesouro.
É aí que eu lhe pergunto, caro sábio, como saber quem é amigo?
São risadinhas que me dão nojo.
Murmurinhos por trás de mim.
Olhares de gato na chuva pedindo falsamente por piedade.
Tudo isso, digo TUDO tem me irritado.
E é aí que eu lhe pergunto, meu caro sábio, como saber quem é amigo?
Você não sabe como é divertido o absoluto ceticismo.
E a vontade que dá é de me trancar num quarto branco e vazio,
dançar nua na frente de um espelho,
gritar bem alto sem me preocupar se alguém vai ouvir
e por fim me deitar, exausta.
E aí sim, se por acaso quiserem jorrar as lágrimas... Mas só se por acaso.
quinta-feira, 8 de março de 2012
08 de Março
Hoje eu me presenteei. Me dei de presente mais coragem, atitude e determinação.
Tô levantando a cabeça e desafiando a qualquer um que duvidar de mim.
Levando a vida como se fosse um jogo onde eu posso ter maus momentos, mas no final, obrigatoriamente eu venço.
Mulher de verdade tem garra. E eu? Eu dou as caras ao mundo.
Tô levantando a cabeça e desafiando a qualquer um que duvidar de mim.
Levando a vida como se fosse um jogo onde eu posso ter maus momentos, mas no final, obrigatoriamente eu venço.
Mulher de verdade tem garra. E eu? Eu dou as caras ao mundo.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Thalita,
Hoje faz 6 anos e parece que foi ontem que eu senti aquele frio na barriga pra poder te ver pela primeira vez. Nunca pensei em dizer: “Nossa, essa menina está enorme, peguei ela no colo!”, coisa de velho! E parece que quem está ficando velha agora sou eu. É, a vida tem disso.
Eu sei que você nem sabe ler muito bem ainda (só o que te interessa), mas não me importa. Eu só quero que saiba que eu te amo muito, minha princesinha, e que eu te aguardei por muito tempo e quando você chegou foi como se eu já não tivesse motivos pra chorar porque tinha você por perto.
A primeira vez que te vi, tão feinha! - “Cara de joelho, né mãe?” “Depois que cresce melhora, filha.” – mas continuava linda só de eu saber que nas suas veias corria o mesmo sangue que o meu e o meu coração estava ligado diretamente ao seu. Quando eu te dei a mão pela primeira vez e você apertou o meu dedo... – “Ai!! Você é forte, hein!” – Aquilo foi realmente forte. Não, não estou falando da sua força, é que quando você apertou meu dedo meu coração disparou e eu sorri. Parecia que você sabia que eu estava ali só por você e que contava os dias por esse momento.
Seus primeiros passos e o meu medo de que você se machucasse. Primeiras palavras – “Mamãe, Papai, Vovó, Lulu, Nininha” – e também – “Qual o seu nome?” “Tatá”. Quando você diz que me ama sem eu ao menos esperar. Suas músicas preferidas e irritantes. Seu jeito de mandona desde pequenininha. Esse seu cabelo lindo, todo “cachinhado”, como você diz. A carinha de triste que você faz quando eu brigo com você. O seu sorriso. É como se eu fosse um vegetal clorofilado e você fosse a minha fotossíntese. Não vivo sem você. "Você é minha irmã preferida!"
Escrevi isso em lágrimas, mas pode ter a certeza, minha pretinha, por você cada lágrima vale à pena.
Com todo o amor do mundo, sua irmã, "Nininha".
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