terça-feira, 18 de outubro de 2011

Quase sem querer.

 
Vozes em tons diferentes. Algumas elevadas, outras quase num último suspiro. Elas gritam o meu nome. Não aquele que todos conhecem. Elas têm uma maneira diferente de me chamar. Elas me conhecem, temos intimidade. É como se fosse um apelido carinhoso, ou talvez nem tão carinhoso assim. Elas me chamam com doçura e eu acabo indo. Não resisto à sedução e me entrego, quase sem querer. Ela é tão perigosa! Tão perigosamente boa... Perigosamente convincente. Queria que ela me levasse pra um lugar bem, bem distante. O lugar que ela me prometeu...
Ela sempre andou atrás de mim. Mas como é traiçoeira essa danada!! Me seduziu e me encantou pra que eu largasse tudo e a seguisse. E estou eu, atrás dessa maldita que eu consegui resistir por tanto tempo e agora... estou rendida a ela. Ela pode me fazer de escrava. Sou seu capacho agora!! Venha, me possua!!!
Ela soa como uma leve brisa ao amanhecer acompanhada de um café da manhã no quintal com a pessoa amada. Mas agora ela não me quer... Ou talvez essa fosse a sua missão: chegar e devastar a minha vida, me fazer rastejar por seus pés e lamber o seu corpo como uma escrava desesperada sedenta por sexo.
É, você conseguiu sua... ARGH!! Eu não sei o seu nome!! Como você não se apresenta pra mim, sua maldita, depois de anos me acompanhando?! Eu ordeno que se vá! Suma da minha vida! Desaparece!! Não quero te ver por aqui, não quero te sentir!! DESAPARECE E DESSA VEZ PRA SEMPRE! ... Hã? Como assim?? Não... Não se vá, por favor. Me desculpe... Eu só queria não precisar de precisar tanto de você. Na verdade... Eu só quero saber quem é você, pra quê me quer. Quero aprender a sua sedução. Quero ser levada por você, inevitavelmente.

Um comentário:

  1. Eita, textos que me fizeram pensar em minha vida, alguns deles...Amo muito tudo isso...Continue assim minha linda!

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