Ela nasceu para estar sozinha. Ela gosta de aproveitar o dia mas prefere a noite porque se sente mais confortável. Não sabe em que gaveta guardar aqueles sentimentos teimosos. Aí ela pega um livro, dois livros, três livros. Um filme. Vai ao museu. E percebe que a felicidade dela é estar sozinha. Que ela é livre, que não sabe viver uma vida a dois porque ela não suporta o óbvio, a rotina, a maturidade. Sim, ela é infantil. Mas é feliz. E descobriu que a sua melhor companhia é ela mesma. Só.
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